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A doença do fígado que ninguém conhece

São múltiplas as doenças que podem afetar a sociedade pelos seus estilos de vida e rotinas diárias, mas existem ainda algumas doenças que têm causas desconhecidas e que evoluem ao longo de anos sem nada se suspeitar. A Colangite Biliar Primária (CBP) é um desses casos. Um artigo da médica Helena Cortez-Pinto.

A Colangite Biliar Primária é uma doença rara do fígado que é causada por reações autoimunes que mantêm os pequenos canais biliares presentes no fígado com uma inflamação constante. A nível de progressão da doença esta pode gerar fibrose, cirrose ou mesmo cancro do fígado, assemelhando-se a sua evolução, nos casos mais graves, a outras doenças do fígado como as hepatites virais ou a doença alcoólica.

Esta evolução da CBP para doenças mais graves do fígado pode ter um impacto significativo nestes doentes uma vez que, em estadios já mais avançados, pode não existir a possibilidade de vir alguma vez a conseguir fazer a doença regredir, podendo mesmo levar à morte do doente ou à necessidade de transplante hepático.

Trata-se de uma doença multifatorial, com fatores genéticos e ambientais. Em relação aos genéticos, tende a haver um agrupamento nas famílias, e elevada taxa de concordância em gémeos iguais. Sabe-se também existem fatores ambientais predisponentes incluindo as infeções, como as infeções urinárias de repetição, os poluentes e alguns estilos de vida. Estes fatores podem levar a uma alteração do sistema imunitário, que predispõe para a doença.

Afeta mais mulheres

É de certa forma como se o fígado deixasse de ser reconhecido, sendo por isso agredido pelo sistema imunitário. Curiosamente é uma doença que afeta sobretudo mulheres, com uma frequência de 9-10 mulheres para 1 homem, entre os 51 a 59 anos de idade.

Estas mulheres podem mesmo viver anos com a doença em evolução, sem apresentar qualquer sintoma. Quando os apresentam as queixas são geralmente o prurido, a fadiga fora do habitual e a icterícia (cor amarelada da pele e dos olhos).

Apesar de não acontecer em todos os casos, em alguns verifica-se que passam muitos anos até que surja o diagnóstico de CBP, sendo que a doença está em constante progressão, danificando cada vez mais aquele que é um órgão vital, pelas substâncias fundamentais que produz e aquelas que filtra e elimina.

Em Portugal calcula-se que possam existir 500 a 1000 casos de CBP, sendo que o diagnóstico desta doença tem aumentado nos últimos 60 anos. Não se sabe, no entanto, se este aumento está relacionado com o aumento da incidência desta doença ou pelo facto de os médicos estarem mais despertos para a CBP.

A Colangite Biliar Primária sofreu, recentemente, uma alteração de nome por, erradamente, a associar à cirrose, que só surge em fases avançadas da doença e pode até nunca surgir. Esta alteração pretende também, de forma a se conseguir desmistificar esta doença rara, ainda muito pouco conhecida, junto da população.

A CBP, normalmente, é suspeitada pelo Médico de Família, que de uma forma geral encaminha os doentes para um especialista do fígado que realiza exames mais direcionados para este órgão.

Em casos extremos de evolução da doença é necessário proceder ao transplante de fígado, que é uma opção que envolve altos riscos para a vida do doente e que, no caso de correr bem, existe a dependência dos imunossupressores, para aceitação do novo órgão, durante toda a vida. A CBP é mesmo responsável por 9% dos transplantes de fígado realizados na Europa, por cirrose hepática.

A opção de transplante, para além de limitar a qualidade de vida do doente, acarreta também um grande investimento do doente e do Serviço Nacional de Saúde.

Este ano foi aprovado pela FDA um tratamento inovador para esta doença que permite dar a resposta a muitos doentes, sobretudo aos que não conseguiam melhorar com o tratamento existente até aqui (Ácido Urso-desoxicólico).

Esta evolução, que está ainda a ser alvo de estudos clínicos, poderá vir a representar uma alteração muito positiva e uma esperança na qualidade de vida dos doentes, sendo que há mais de 20 anos que não existiam novidades nesta área. O tratamento ainda não chegou a Portugal mas espera-se que existam novidades sobre este tema nos próximos tempos.

Mostrar o impacto da CBP na saúde do doente, bem-estar psicológico e social e o impacto da inovação terapêutica é fundamental para dar esperança aqueles que até agora se sentiam esquecidos por não existir um tratamento que tolerassem e que resultasse.

Estou certa de que, fazendo chegar mais informação à população e alertando a comunidade médica para a doença, esta poderá começar a ser tratada cada vez mais precocemente, conseguindo-se, assim, reduzir os riscos de complicações e morte precoce.

Um artigo de Helena Cortez-Pinto, Médica especialista em Gastrenterologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte/HSM e Professora da Faculdade de Medicina de Lisboa.

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Marcelo defende Lei de Bases da Saúde flexível e equilíbrio entre público e privado

O Presidente da República defendeu hoje que Portugal deve ter uma Lei de Bases da Saúde com princípios claros, mas flexível quanto a orgânicas e estruturas, e apostar num “equilíbrio virtuoso” entre público, privado e social.

Marcelo Rebelo de Sousa, que tem apelado a um “pacto expresso” sobre este setor antes das eleições do próximo ano, assumiu estas posições perante representantes de cerca de 90 instituições que se juntaram numa Convenção Nacional da Saúde, na Culturgest, em Lisboa.

No início do seu discurso, o chefe de Estado saudou esta iniciativa, declarando: “Bem hajam todos quantos decidiram assumir, entre outros, o meu repto lançado em 2016 e relançado em 2017 para que o maior número de entidades ligadas à saúde se reunissem para apreciar e dar passos maiores no sentido de um verdadeiro pacto de saúde para os portugueses”.

“As metas e os caminhos a definir devem ser, em tese, de longo fôlego – e por isso ultrapassando um Governo, uma legislatura, um mandato presidencial”, acrescentou, insistindo num acordo com “o maior denominador comum entre partidos e parceiros” e que combine ambição e realismo.

Três potenciais clivagens “quase inevitáveis”

O Presidente da República antecipou, “pelo menos, três potenciais clivagens quase inevitáveis”, quanto à combinação entre investimento financeiro na saúde e rigor orçamental, quanto à escolha entre privilegiar o médio prazo ou acorrer ao imediato e sobre o papel do Estado, dos privados e das instituições particulares de solidariedade social.

Quanto a esta última questão, disse que a opção é “entre o tentar continuar a conjugação de público, social e privado” e “o voltar a acentuar o papel público em áreas fundamentais, em detrimento da intervenção de privado e social”.

Marcelo Rebelo de Sousa posicionou-se a favor da primeira, defendendo que o ideal seria um “equilíbrio virtuoso entre uma componente pública decisiva, uma componente privada em crescendo e uma componente social em expansão”.

Relativamente a uma futura Lei de Bases da Saúde, no seu entender, coloca-se também uma escolha complexa “entre formulações mais seguras no tocante à garantia do direito à saúde ou mais fixistas quanto à orgânica correspondente”, de um lado, “e bases mais genéricas, mais vagas, contendo sobretudo princípios e valores e remetendo para a concretização posterior das orgânicas e das estruturas correspondentes”.

“Aqui o ideal seria que o enquadramento fosse claro na consagração de princípios constitucionais, mas flexível, para permitir adaptação ao que é e vai ser cada vez mais a galopante mudança científica e tecnológica no domínio da saúde”, defendeu, concluindo: “Ou seja, um equilíbrio difícil”.

Perante o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “não podia ser mais oportuna esta convenção, a um ano da celebração de quatro décadas do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O Presidente argumentou que “é oportuna porque, mais do que nunca, o tema é visto como prioritário pela esmagadora maioria dos portugueses” e porque “a usura do tempo e novos desafios coletivos e formulações científicas e tecnológicas reclamam reajustamentos e adequações orgânicas”.

“É oportuna porque estamos a menos de um ano da primeira eleição de um intenso ciclo em que a saúde será um dos tópicos cimeiros de confronto partidário”, prosseguiu, advertindo que o debate sobre esta área envolve “também emoções, amiúde frustrações, certamente pré-compreensões”, que o dificultam.

No final da sua intervenção, o chefe de Estado referiu que este é um tempo “de compreensível defesa de pretensões de um sem número de profissionais ou de instituições da saúde”.

Neste contexto, afirmou: “Importa nunca esquecer, acima disto tudo, que o princípio e o fim, o alfa e o ômega do SNS, como, de resto, do demais sistema nacional de saúde, tem nomes e tem rostos, e tem biografias e tem dramas. São as pessoas, são os portugueses”.

O Presidente da República ressalvou, em seguida, que os profissionais da saúde sabem disso melhor do que ninguém, “mesmo antes e para além de todos os juramentos deontológicos”.

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A morte súbita pode ser evitável e isso também está nas nossas mãos

Em Portugal, em média, cerca de 10 mil pessoas sofrem de morte súbita cardíaca todos os anos. Mais vezes do que imaginamos, a possibilidade de salvar uma vida em risco de morte súbita pode estar nas nossas mãos. Fomos perceber como com a ajuda de Mário Oliveira e Miguel Mendes, ambos médicos cardiologistas.

O que é a morte súbita cardíaca?

A morte súbita é a morte que ocorre de forma inesperada no espaço de uma hora, ou até uma hora depois de se iniciarem os sintomas.

Qual a prevalência da morte súbita em Portugal?

Cerca de 20% da mortalidade global da população ocorre por morte súbita. Cerca de metade das mortes cardiovasculares devem-se a episódios de morte súbita.

Quais são os fatores de risco associados aos episódios de morte súbita?

Distinguem-se 3 grandes fatores de risco que determinam a grande maioria dos episódios de morte súbita, nomeadamente:

  • Sobreviventes de enfarte – que ficam com uma cicatriz no coração e essa cicatriz pode originar arritmias malignas (culminando em morte);
  • Pessoas com insuficiência cardíaca – que pode resultar quer de doença primária do músculo cardíaco, quer secundariamente a doença das válvulas ou das artérias coronárias. Independentemente da causa que motivou a insuficiência cardíaca, esta pode provocar o aparecimento de arritmias malignas e assim levar à morte súbita;
  • Doenças Cardíacas Hereditárias e/ou Elétricas – Doenças hereditárias do músculo cardíaco como a Miocardiopatia Hipertrófica  ou  doenças elétricas do coração como o Síndrome de Brugada, são alguns exemplos.

Em alguns tipos de doenças que podem provocar a morte súbita, o coração é estruturalmente normal, ou seja não há doença das válvulas nem do músculo cardíaco, como por exemplo no Síndrome de Brugada, tornando muito difícil o diagnóstico prévio ao episódio de morte súbita.

Que medicinas de prevenção podemos destacar?

A medicina tenta identificar as pessoas com maior probabilidade de sofrer um ataque de Morte Súbita. Uma vez identificado um individuo com alto risco de morte súbita, deverá ser  implantado um Cardioversor Desfibrilhador Interno (CDI). Este aparelho actua monitorizando o coração e, caso ocorra uma arritmia maligna, o aparelho estimula o coração, parando a arritmia.

Nos casos em que o doente não possui antecedentes cardiovasculares, mas tem critérios de risco para implantar um CDI, diz-se estar perante um caso de prevenção primária. Quando o doente já sobreviveu a um evento cardiovascular arrítmico identificamos o caso como prevenção secundária.

O que podemos fazer para diminuir o número de mortes súbitas em Portugal?

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia tem quatro eixos de atuação que garante que irão ser apresentados à tutela e que passam pela sensibilização para a alteração de algumas conjunturas que podem ser determinantes para a redução do número de mortes súbitas em Portugal:

  • No sistema de ensino deveria ser ensinado Suporte Básico de Vida e noções básicas de saúde cardiovascular por forma a garantir a educação das crianças e jovens, desce cedo, nesta matéria;
  • A sociedade civil deverá estar mais alerta para o que pode significar para o cidadão comum ter Formação em Suporte Básico de Vida , procurando formação em SBV, podendo assim contribuir para que cada individuo esteja apto a salvar uma vida;
  • A legislação e segurança inerente às provas de desporto deverá ser revista: A SPC defende que em todas as provas desportivas os atletas amadores recorram aos serviços médicos para avaliação cardiovascular. Além disso, consideramos que as organizações desse tipo de provas deveriam ser obrigadas a possuir meios de ressuscitação com DAE (desfibrilhador automático externo) local;
  • Deverá ser assegurada a existência de “sistemas de reanimação de emergência organizada”, em locais onde se verifiquem aglomerados de pessoas, como é o caso dos centros comerciais, estádios desportivos, locais destinados a eventos públicos, e mesmo naqueles onde a prática do esforço físico é verificada (como é o exemplo dos ginásios).

O que é o Suporte Básico de Vida?

É um conjunto de manobras, com compressões torácicas (massagem cardíaca) e ventilações, que permite a manutenção da vida no indivíduo em paragem cardíaca, até à chegada dos socorristas.

O que significa, no contexto da Morte Súbita, ter uma formação em Suporte Básico de Vida?

Uma pessoa com formação em Suporte Básico de Vida pode sempre intervir rapidamente e ganhar minutos que podem ser essenciais para a vida, até que meios de socorro mais avançados cheguem.

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As doenças crónicas e debilitantes que temos de combater

Um artigo de opinião de Elsa Frazão Mateus, antropóloga e presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

Mal somos gerados, inicia-se o processo de envelhecimento. Dia após dia, o nosso corpo vai-se construindo, destruindo e reconstruindo, com base nas heranças e predisposições genéticas que recebemos e em fatores ambientais, comportamentais e ocupacionais.

Perante qualquer problema de saúde é-nos perguntada a história familiar e sabemos que a exposição à poluição atmosférica, o tabagismo e algumas posturas em contextos de trabalho, por exemplo, são determinantes no aparecimento de certas doenças. É, pois, fundamental lembrar que a saúde pode ser facilitada pela adoção tanto de hábitos e estilos de vida saudáveis, por cada um de nós, como da promoção da saúde em todas as políticas (de transportes, de urbanismo, de condições laborais, entre outras).

A nossa legislação define doença crónica como “a doença de curso prolongado, com evolução gradual dos sintomas e com aspetos multidimensionais, potencialmente incapacitante, que afeta, de forma prolongada, as funções psicológica, fisiológica ou anatómica, com limitações acentuadas nas possibilidades de resposta a tratamento curativo, mas com eventual potencial de correção ou compensação e que se repercute de forma acentuadamente negativa no contexto social da pessoa por ela afetada”.

Ou seja, mesmo controlada, é uma doença para a vida, que transforma e transtorna por completo a vida de quem é diagnosticado e daqueles que lhes são próximos, com a agravante de raramente vir só, ensombrada por outras doenças crónicas.

Ainda existem áreas desconhecidas

Apesar da evolução do conhecimento científico, ainda existem áreas desconhecidas sobre a prevenção, o diagnóstico precoce ou cura para muitas doenças, que apelam ao investimento em novas respostas. As inovações devem ser incentivadas e adaptadas ao ambiente sociocultural das pessoas atingidas pela doença, às suas vivências, crenças, expectativas e atitudes perante a doença, incapacidade e dependência.

Neste sentido, a biofarmacêutica Celgene tem uma bolsa de 10 mil euros para novos projetos centrados nas pessoas com doenças oncológicas e nas doenças crónicas ou debilitantes do foro reumático e do sistema nervoso. Podem candidatar-se, de 15 de maio a 15 de junho, instituições portuguesas sem fins lucrativos, como associações de doentes, sociedades científicas e profissionais e outras entidades coletivas.

As doenças crónicas são, segundo um relatório recente, responsáveis por 88,5% dos anos vividos com incapacidade pelos portugueses, sendo os problemas músculo-esqueléticos responsáveis pela sua maioria (23%).

Além do impacto das doenças musculoesqueléticas na vida profissional das pessoas, a própria atividade profissional pode ser, em si, um fator de risco, sendo elevada a frequência de lesões relacionadas com o trabalho em vários setores. Uma intervenção nas condições laborais poderá reduzir esses problemas, tal como a adoção de estilos de vida saudáveis reduz alguns fatores de risco associados a muitas das doenças crónicas, oncológicas e degenerativas (tabagismo, obesidade, entre outros).

Em qualquer doença crónica, a melhoria da qualidade de vida depende, essencialmente, do acesso atempado aos tratamentos adequados e da educação das pessoas afetadas para a gestão da sua doença e promoção da sua saúde. Mas depende, também, de uma maior sensibilização do público em geral para essas doenças crónicas – e do envelhecimento, em particular.

Um artigo de opinião de Elsa Frazão Mateus, antropóloga e presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

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Seis em cada 10 casos de cancro do ovário são diagnosticados tarde demais. Conheça os sinais de alerta

O cancro do ovário é o sétimo tumor maligno mais comum entre as mulheres em todo o mundo. A Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC) alerta para os sinais da doença em nova campanha.
Em Portugal o cancro do ovário mata anualmente cerca de 350 mulheres, mas muitas destas vidas poderiam ser poupadas apenas com um diagnóstico precoce. Os números globais revelam que 60% de todos os casos são diagnosticados num estádio avançado.

Na véspera do Dia Mundial do Cancro do ovário, que se assinala a 8 de maio, a Liga Portuguesa contra o Cancro deixa o alerta, chamando a atenção para os sinais e sintomas e a necessidade de consultas regulares com um médico especialista.

“De acordo com dados de 2016, 357 mulheres morreram por cancro do ovário em Portugal, cerca de 30 por mês, o que torna este um dos tipos de cancro mais mortal no sexo feminino”, frisa a LPCC em comunicado.

Os sintomas que tem de saber

Esta doença apresenta sintomas que são frequentemente atribuídos a outras causas o que permite que o tumor se desenvolva e reduzindo as probabilidades de sobrevivência. Os dados científicos confirmam: um diagnóstico da doença no Estádio I tem uma probabilidade de sobrevivência a 5 anos de 92%. No Estádio IV, a percentagem não vai além dos 29%.

As mulheres devem estar atentas a estes sintomas e, se persistirem, deve consultar um médico especialista

De facto, os sintomas do cancro do ovário podem ser vagos, especialmente nas fases iniciais da doença e não são específicos desta doença. “Os sintomas mais comuns são o inchaço contínuo, sensação de enfartamento, dor abdominal ou pélvica, necessidade urgente e frequente de urinar, facilmente associados a outros problemas, que as mulheres podem ter tendência a desvalorizar”, explica a LPCC.

“As mulheres devem estar atentas a estes sintomas e, se persistirem, deve consultar um médico especialista”, alerta a LPCC.

Os sintomas que tem de saber

Apesar de todas as mulheres do mundo estarem em risco de desenvolver cancro do ovário, existem fatores de risco associados, como a idade (a incidência aumenta com o passar dos anos e a maioria dos casos ocorre após a menopausa), fatores reprodutivos e endócrinos, ambientais, obesidade e a predisposição genética (história familiar da doença).

Aqui, destaca-se uma herança genética específica, associada às mutações dos genes BRCA1 e BRCA2. Segundo os dados existentes, até 39% das mulheres que herdam uma mutação do gene BRCA1 têm maior probabilidade de desenvolver cancro no ovário até aos 70 anos, o mesmo acontecendo para 11 a 17% das que herdam uma mutação do gene BRCA2.

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Quase metade dos produtos alimentares contêm vestígios de pesticidas

Mais de um quarto (28%) dos alimentos despistados na União Europeia apresentam vestígios de “cocktails de pesticidas”, segundo dados da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar.

“Pêras, uvas e maçãs têm sempre uma grande quantidade de pesticidas”, começa por alertar Paulo Fernandes, chefe da Divisão de Análises Veterinárias e Agroalimentares do Laboratório de Veterinária e Segurança Alimentar da ilha da Madeira.

Só numa maçã, este laboratório conseguiu despistar 12 pesticidades diferentes. Nenhum desses químicos excedeu os limites legais. “Mas isso não nos deixa mais confortáveis, porque no mínimo existe um efeito somativo” no organismo, acrescenta o especialista em declarações à RTP.

O Laboratório de Veterinária e Segurança Alimentar da Madeira realizou 180 mil análises em 600 produtos regionais e detetou entre 40% a 50% dos produtos com pesticidades, sendo 5% a 7% acima do limite máximo de resíduos.

Ainda assim, um estudo da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar vai mais longe: este organismo europeu analisou mais de 84 mil amostras de alimentos em 2015 e detetou vestígios de pesticidas em 97,2% dos produtos, a maioria dentro dos limites legais.

Ainda assim, 28% dos alimentos despistados apresentavam vestígios de “cocktails de pesticidas”, ou seja, uma concentração de vários químicos.

Morangos no topo da lista negra

A organização não governamental Environmental Working Group (EWG), cujo relatório de 2018 foi recentemente divulgado, analisou 47 frutas e vegetais que estão no topo das preferências dos consumidores.

Estes testes foram realizados em mais de 38.800 amostras de vegetais produzidos através de agricultura convencional não biológica. Antes de efetuarem os testes, os investigadores lavaram os alimentos para imitar práticas comuns à maioria dos consumidores.

Pelo terceiro ano consecutivo, os morangos surgem no topo da lista das frutas e vegetais com maior predominância de praguicidas. Segundo este estudo, uma só amostra de morangos revelou conter resíduos de cerca de 20 pesticidas. O relatório frisa também que um terço de todas as amostras tinha dez ou mais pesticidas.

O relatório indica ainda que 70% das produções analisadas estavam contaminadas com estes químicos. Depois dos morangos, os alimentos que surgem na lista como os mais contaminados são os espinafres, seguidos das nectarinas, maçãs, uvas, pêssegos, cerejas, pêras, tomates, aipo, batatas e pimentão doce.

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Todo o poder da água termal

É terapêutica e revigorante e está longe de ser apenas para velhos, como se pode verificar pela crescente procura do termalismo. Conselhos úteis que o vão ajudar a tirar o máximo partido dos tratamentos termais.

Se a palavra termas tem o efeito de a teletransportar de imediato para um universo repleto de idosos, então este texto é para si. Para esclarecer este mito, partimos em busca dos benefícios que este tipo de tratamentos pode trazer seja qual for a sua idade. O que encontrámos foi uma estância termal renovada, invadida por crianças em idade escolar e tratamentos com potencial para mudar o seu estilo de vida durante todo o ano. Aproveite as férias ou um fim de semana e cuide de si e da sua saúde num espaço surpreendente.

A idade mínima exigida

Devido a problemas como asma e rinite alérgica, as crianças e os jovens são uma fatia importante dos utilizadores de termas em Portugal, sobretudo em época de férias escolares. De facto, existem tratamentos termais para todas as idades, incluindo os bebés. “A nebulização coletiva é feita a partir dos seis meses de idade, numa sala com uma saturação de água termal na ordem dos 98 por cento e com temperatura de cerca de 38º C”, exemplifica Vasco Almeida, ex-diretor clínico das Termas de Caldas da Felgueira.

“O bebé, ao colo da mãe, permanece na sala por períodos curtos, respirando a água termal, que tem propriedades anti-inflamatórias e mucolíticas”, esclareceu ainda à Prevenir o especialista, conhecedor dos benefícios destes tratamentos, em 2011.

O que diferencia estas águas com cheiro

A explicação para o cheiro característico da água termal está na mineralização, um dos traços que distingue as águas minerais usadas para termalismo das restantes. O enxofre, por exemplo, é útil nas áreas respiratória e músculoesquelética devido às “propriedades anti-inflamatórias, de proteção das cartilagens e mucolíticas”, refere.

Também a temperatura condiciona o tipo de aplicações terapêuticas, já que “as águas mais quentes [superiores a 40º C] poderão ter maior predisposição para as patologias do sistema músculoesquelético ou para a área reumatismal, enquanto as de temperatura mais baixa são estar mais vocacionadas para as áreas respiratórias”, afirma ainda Vasco Almeida.

Os efeitos reais dos tratamentos termais

Os tratamentos termais têm potencial para “melhorar a qualidade de vida, ajudar as pessoas a sentirem-se melhor e a consumirem menos medicamentos”, mas a sua duração é determinante para que os benefícios sejam visíveis. Como ilustra Vasco Almeida, “os estudos indicam que os melhores resultados clínicos são obtidos com durações entre 14 e 21 dias”.

Por outro lado, é essencial uma adaptação permanente do estilo de vida. “Os tratamentos poderão ser o embrião para despoletar a vontade de fazer exercício quando não se tem esse hábito, mas é extraordinariamente importante fazê-lo todas as semanas do ano”, diz o especialista, referindo-se aos problemas músculoesqueléticos.

As precauções a ter antes e depois dos tratamentos

Cuidados a ter desde as duas semanas antes dos tratamentos até às duas semanas seguintes para proteger o seu sistema imunitário:

– Evite bebidas ou comidas frias (por exemplo, coloque os iogurtes em banho-maria)

– Não tome banho de água fria

– Não tome banho na praia ou piscina

– De manhã e ao final da tarde, proteja-se usando um agasalho, mesmo nos meses mais quentes

– Perante uma mudança de ambiente e temperatura, use o agasalho para proteger a boca, de forma a não deixar entrar frio para a garganta

Texto: Rita Miguel com Vasco Almeida (ex-diretor clínico das Termas de Caldas da Felgueira).

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Praga de traça que mata batata ameaça agricultura em Portugal

Um foco da traça da batata da Guatemala, que se espalhou por 33 municípios da Galiza, foi detetado a apenas 60 quilómetros do Minho, no município de Ourense.

O último foco da traça da batata da Guatemala foi identificado em Ourense, a apenas 60 quilómetros do Minho.

Segundo escreve o jornal El País, as autoridades galegas não estão a conseguir controlar o inseto, que facilmente percorre longas distâncias, e temem “repercussões económicas desastrosas para o setor”.

De acordo com o referido jornal, os tratamentos aplicados pelos agentes sanitários estão longe de ser eficazes e por isso as autoridades da Galiza mandaram destruir mais de 400 toneladas de batata. Pelo menos 1.323 agricultores já foram indemnizados.

Victor Novo, chefe do Serviço de Saúde e Produção Vegetal da Xunta de Galicia, diz ao jornal espanhol que “há motivos para preocupação”, tendo em conta que a Galiza é uma grande produtora de batata. Segundo dados espanhós, o país produziu 117,8 milhões de quilos de batata em 2017.

“Devemos ter medo”

Os estragos junto dos produtores de batata levaram o Governo autónomo da região vizinha – a Xunta da Galicia – a emitir um decreto recentemente que estabelece também novas regras no processo de indemnização. “Com este cenário, devemos ter medo”, assevera Victor Novo.

Desde 1999 que as ilhas espanholas das Canárias, e mais recentemente as Astúrias, reportavam a existência da traça da Guatemala – uma larva que se desenvolve dentro da batata, destruindo todo o seu miolo.

Em 2015, foram reportados os primeiros casos do inseto na Galiza, uma região espanhola a norte de Portugal.

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Qual é o papel do selénio e da coenzima Q10 na saúde do coração?

Estudo desmonstra que há uma redução relativa de 53% no número de mortes por doença cardiovascular no grupo de idosos que tomou suplementos de selénio e coenzima Q10. As explicações são do médico Agnelo Martins.

De acordo com um estudo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da HelpAge International estima-se que existam 868 milhões de pessoas com mais de 60 anos no mundo, representando 12% da população mundial.

Todos os anos quase 58 milhões de pessoas fazem 60 anos, pelo que em 2050, 22% da população mundial terá mais de 60 anos (mais de 2 mil milhões de pessoas). O envelhecimento da população é um fenómeno que apresenta um impacto importante em todos os domínios da sociedade.

No ranking da HelpAge, que avalia 96 países, a Suécia é um dos 3 melhores países para envelhecer, distinguindo-se, entre vários factores, pelos cuidados de saúde primários.

Já Portugal, ocupa o 38º lugar do ranking, e a principal causa de morte continuam a ser as doenças cardiovasculares. De acordo com o Relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares de 2017, da Direcção-Geral da Saúde, constata-se que nos últimos cinco anos não houve redução da mortalidade por Doença Isquémica Cardíaca, ocorrendo ainda um agravamento da mortalidade prematura, ou seja, abaixo dos 70 anos.

Um cardiologista sueco e a sua equipa de investigadores do Hospital Universitário de Linköping conduziu um ensaio com idosos, com idades compreendidas entre os 70 e os 87 anos, residentes na cidade de Kisa e arredores (centro da Suécia), que foram distribuídos de forma aleatória em 2 grupos: um grupo de tratamento e outro grupo de controlo (placebo). Os investigadores testaram os efeitos de suplementação diária com duas  substâncias antioxidantes: selénio e coenzima Q10.

O stress oxidativo, sobretudo a peroxidação de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), tem um papel importante no desenvolvimento da aterosclerose.

Esta análise permitiu ainda concluir que os doentes com cardiomiopatia apresentam níveis mais baixos de selénio e de coenzima Q10. Os doentes com disfunção ventricular são particularmente afectados pelo stress oxidativo e pelo processo inflamatório envolvido. A suplementação com coenzima Q10 e selénio nos doentes idosos permite reduzir a morte por causa cardiovascular, sendo especialmente importante nos diabéticos, doentes com síndrome metabólico e doentes que apresentam isquémia cardíaca (doença coronária).

A coenzima Q10 e o selénio são necessários para o mecanismo de defesa contra o stress oxidativo, envolvido no processo inflamatório do endotélio vascular nos idosos.
Os resultados do estudo KiSel-10 são promissores do ponto de vista da cardiologia preventiva, em particular por se tratar de um estudo que envolve substâncias de origem natural. Estratégias de intervenção, mais invasivas para o doente, são também mais dispendiosas, parecendo ter um impacto menos significativo a nível da mortalidade.

Doenças cardiovasculares matam 35 mil portugueses por ano

De acordo com o relatório European Cardiovascular Disease Statistics 2017, as doenças cardiovasculares resultam em 3,9 milhões de mortes em toda a Europa e matam 35 mil portugueses.

Considerando o impacto das doenças cardiovasculares na nossa população, que representam um terço da mortalidade total, as estratégias de prevenção da área da cardiologia contribuem para uma redução da morbilidade, mortalidade e custos para o sistema nacional de saúde.

Segundo o Relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, houve um aumento em 26% dos internamentos por doenças do coração, entre 2011 e 2015 e consomem-se cada vez mais medicamentos, apesar dos encargos financeiros globais do SNS serem menores.

As explicações são do médico Agnelo Martins, do Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada.

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Estes hábitos podem prejudicar a sua saúde

Entre as coisas mais simples que costuma fazer no dia a dia, existem alguns hábitos que podem tornar-se muito prejudiciais para a sua saúde.

Existem alguns hábitos do dia-a-dia que pensamos ser os mais seguros para a nossa saúde e por isso, continuamos a repeti-los por longos e longos anos. Hoje em dia, e com a preocupação de nos tornarmos pessoas mais saudáveis, é necessário começar a prestar mais atenção a estes. Descubra quais os hábitos comuns que pensamos ser inofensivos, mas que na verdade podem ser prejudiciais para a sua saúde.

TÁBUA DE CORTE

Praticamente presente em todas as cozinhas, as tábuas de corte de madeira são um item indispensável, mas sabia que elas são um poço de bactérias?! A verdade é que estas podem conter até 200 vezes mais bactérias, do que a sua sanita. O ideal é que separe os alimentos, ou seja, não utilize a mesma tábua para cortar vegetais e carne e assim irá conseguir evitar a contaminação de bactérias.

LOIÇA NO LAVATÓRIO

Quem nunca deixou loiça por lavar no lavatório da cozinha, que se acuse? Embora seja um hábito bastante comum, a verdade é que este é perfeito para a acumulação de bactérias. Para as evitar, deve manter o local sempre limpo e higienizado, principalmente depois de retirar a loiça suja e os restos de comida presentes.

DESCONGELAR ALIMENTOS

A forma mais usual de descongelar os alimentos é retirá-los do congelador e deixar à temperatura ambiente, mas isso não é a forma mais segura de o fazer. Os alimentos congelados devem ser colocados no frigorífico, para que não fiquem contaminados com bactérias.

SACOS DE TECIDO PARA COMPRAS

Os sacos de tecido são ótimos para se começar a reduzir a utilização dos sacos de plásticos, mas por outro lado conseguem ser mais prejudiciais. Isto acontece porque a acumulação de bactérias acaba por ser maior, porque existe uma mistura dos alimentos. Se pretender no entanto, optar por estes, saiba que após cada utilização, eles devem ser lavados e higienizados.

LAVAR AS MÃOS

Para algumas pessoas, a água quente é sinónimo de uma higiene mais profunda e por isso, optam por lavar as mãos com esta. Neste caso, não é a água quente que reduz as bactérias, mas sim o tempo que demora a lavar as mãos, ou seja, se lavar as mãos apenas por cinco segundos isso não vai fazer com que as bactérias sejam eliminadas, mas se o fizer por trinta, vai matar a maioria deles. Em relação à tempera da água, não faz diferença ser quente ou fria.

ROUPA DE ESTAÇÕES

Embora possa ser mais fácil lavar a roupa de inverno no verão por causa das temperaturas, isso não é o mais aconselhado, principalmente quando se trata de cachecóis e gorros, que geralmente são os que tem mais acumulação de bactérias. O ideal é lavar estes de duas em duas semanas, sempre que possível.

MÁQUINA DE CAFÉ

Se em casa ou no escritório tem uma máquina de café que tem um reservatório para a água, deve ter em atenção a limpeza deste, isto porque é bastante fácil contrair bactérias. O ideal é que lave o reservatório com água quente e também com detergente, sempre que o for utilizar e também depois de o fazer.

EXERCÍCIO COM MAQUILHAGEM

Com a falta de tempo que existe hoje em dia, é bastante frequente que as idas ao ginásio ocorram durante a hora de almoço do trabalho ou logo assim que sai dele. Se este é o seu caso, saiba que nunca mas nunca, deve fazer exercício com maquilhagem, porque durante este a sua pele vai respirar e eliminar as toxinas presentes e se estiver maquilhada, isso vai fazer com que os poros fiquem obstruídos e possa surgir o aparecimento de algumas doenças.

TELEMÓVEL NA MALA

A mala de uma mulher é sem dúvida um mundo no seu interior. Dependendo do tamanho, não existe nada que não faça falta lá dentro e por vezes, isso pode fazer com que exista mesmo um pouco de tudo lá dentro, como por exemplo chaves, maquilhagem, comida, roupa, carteira e até mesmo o telemóvel. O facto de elas conterem isto tudo, indica uma elevada propagação de bactérias presentes e isso acaba por contaminar o seu telemóvel e posteriormente a sua pele. O indicado é que o mantenha no bolso ou numa bolsa própria, até porque, não se esqueça que os telemóveis conseguem ser mais sujos do que o assento da sua sanita.

SECADOR DE MÃOS

É bastante frequente o uso do secador de mãos na maior parte dos centros comerciais ou até mesmo em vários estabelecimentos e isso porque, se pensa que estes são os mais higiénicos. A verdade é que estes são totalmente o oposto e isso deve-se à acumulação de bactérias, que depois são espalhadas pelo ar e que acabam por contaminar o ar que respira, os seus pulmões e ainda a sua roupa.

Agora que já sabe quais são os hábitos que deve alterar, não se demore a fazê-lo e proteja ainda mais a sua saúde.

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